Quase 2 anos de Intercâmbio em fotos


Slide em ordem cronológica do meu intercâmbio na Irlanda e arredores com as músicas que mais ouvi na época, seja por rádio ou no meu player.

Então galera, o que vocês gostariam de saber no próximo post?
Tenho coisas interessantes para falar em relação a tax refund, imigração em viagens, bobagens que se pode evitar nos primeiros dias na Irlanda e outras coisas.

Comentem. Peçam.

Só mais um recado. Agora estou de volta ao Brasil e estou mandando estudantes para minha ex-escola, onde trabalhei com TI lá. A Success College. Se alguém tiver interessado, só enviar e-mail para franciscolucas@successcollege.ie

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Carta aos meus professores-colegas sobre intercâmbio

Olá Professores, como vão?

Como prometido, estou enviando esse e-mail para falar do meu intercâmbio – que acabou sendo mais que intercâmbio – na Irlanda.


Um intercâmbio padrão, na minha opinião, é quando você vai para outro país estudar por 6 meses. Eventualmente no pacote inclui algum programa Estudo + Trabalho, que não é o caso da Irlanda. As agências oferecem apenas curso de inglês, sendo assim, o estudante chega e procura emprego se necessitar.

Eu digo que meu caso não foi de intercâmbio porque fiquei aqui quase 2 anos. Estudando, trabalhando, viajando, descansando e conhecendo pessoas, muitas, às vezes mais do que podemos processar.


Existem questões pontuais numa experiência dessas que não sei se são muito faladas. Vir sozinho é uma delas. Felizmente eu vim, porque sabia que caso eu viesse com algum amigo naturalmente iriamos dividir tarefas. Meio que de certa forma, iriamos dividir nossa experiência. Vindo só eu, tive que me virar. Não dividi com ninguém no início. Fiz tudo e aprendi tudo de acordo com as contigências.


Outro ponto interessante é a quantidade de informação, novidades em pouco tempo. De repente você tá em outro ambiente, outra cultura. Você precisa fazer amigos, você precisa criar um networking, você precisa beber com esses amigos e você precisa se despedir desses amigos porque eles estão voltando para o Brasil. No Brasil, eu tinha três grandes amigos e saia só com eles. A vida toda. É uma mudança radical, você conhece uma galera sexta-feita num jogo de poker e já combina de alugar um carro para viajar para outro país no Domingo. Quando ver, você já está dividindo dinheiro, comida e histórias com essa galera que você conheceu antes de ontem. Enfim, não sei se me fiz entender, mas essa quantidade de informação, pessoas, novidades circulando em pouco tempo é algo bem forte, mas não quer dizer que seja ruim.


Sobre trabalho, felizmente eu acabei trabalhando na minha área. Com Tecnologia da Informação e Marketing digital na escola de inglês que estudei – Success College – o diretor me deu oportunidade a partir de projetos que apresentei para ele. Considero uma experiência bem rica, principalmente por aprender palavras-chave em inglês e por iniciar vários projetos num país que não é o seu. A parte ruim é que o tempo tá passando no Brasil e eu fiquei longe do mercado de trabalho brasileiro nesse tempo.


Por falar nisso, eu meio que criei uma arapuca – daquelas que eu fazia com meu avô quando criança no interior que morava – para mim, pois me formei em dois cursos, trabalhei com vocês na área de E-learning. Aqui trabalhei com programação (e descobri que não quero isso para sempre), depois com gerenciamento de projetos e por fim com marketing. Daí agora estou numa crise existencial na carreira hehe. Não sei que área vou querer focar no Brasil e preciso decidir urgente.


Bom, irei finalizar aqui porque acho que estou me alongando. Devo dizer que a experiência de ter vindo pra cá valeu muito a pena por vários motivos mas o principal não foi o inglês, foi o fato d’eu ter perdido o medo do mundo. Agora, sinto-me capaz de viajar para qualquer lugar do mundo e me virar sem medo nenhum e até mesmo trabalhar. Essa espécie de sensação de liberdade é sensacional e desejo isso para todo mundo.


Espero vê-los em breve.


Abraços!
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Sensações estranhas fazendo turismo

  • É muito estranho ver crianças portuguesas, afinal, todos sabemos que não existe crianças portuguesas, todos os portugueses são personagens históricos ou jogadores de futebol.
  • Tipo é muito estranho vc tá em barcelona fazendo TURISMO numa terça, totalmente alheio ao dia-dia normal da cidade e de repente vc ver estudantes com mochila nas costas indo para a escola e levando uma vida normal. Ninguém vai pra escola em cidades como essa. Imagina estudantes acordando 7 da manhã e indo fazer prova na Escola Estadual de Ensino Fundamental de Ibiza. Não existe!
  • Atravessar vários países em poucos dias e não ter noção disso. Dos fusos, das leis, dos idiomas. Tá inserido numa coisa maluca sem poder refletir sobre toda essa mudança porque simplesmente não dar tempo. Bom, o melhor mesmo é aproveitar.

Se alguém quiser contribuir com mais. Só comentar. :)

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Dicas – Dublin Gift Card

Dublin Gift Card

Pra quem não sabe, o cartão acima é bem útil por aqui. É o dublin gift card, um cartão pré-pago que uso para comprar passagens na ryanair e evitar a taxa de 5 euros por cada trecho em alguns cartões que a mesma compania cobra. O cartão serve também para comprar em outros sites. É um cartão normal, você vai no quiosque da ticketmaster do Jervis e pede para eles colocarem carga. No caso tem que ser múltiplo de 5 – caso você tenha usado ele e sobrado algum dinheiro, tipo, 2 euros, você pode pedir para colocar em outro gift card esse valor. É isso!

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Parte 2 – Pré-vagem

Voltando a postar depois de uma viagem a madrid que inicialmente foi tensa.

Ok, vou contar essa história rapidinho porque pode servir para alguém algum dia (mas em breve faço um post sobre viajar pela ryanair. Além da legen…[wait for it]…DARY história da viagem de 15 dias – 9 cidades – 9 vôos – 4 países – tudo por 400 Euros). Viajei no início desse mês com 28 kg de flyers da minha escola para Espanha. Tudo certo, problema que a ryanair permite como bolsa de mão apenas 10 kg. Bom, peguei meu número de reserva e um dia antes do voo comprei uma bagagem extra por 15 Euros (15 kg) [pouca gente sabe que é possível gerenciar seu voo online e mudar coisas até algumas horas antes da viagem]. Mas faltavam 13 kg e eu poderia levar 10 e tinha que caber nas medidas da ryanair, caso não caiba, preparem-se para pagar taxas maiores que a passagem. Pois bem, solução, arrumei uma mochila ALTA e empilhei de alguma forma os flyers. No fim, deu tudo certo. Passou. Cheguei na Espanha bem e voltei rs.

Deixando a enrolação de lado, vamos ao motivo principal do post. O meu último post foi sobre coisas que não se deve fazer antes da viagem. Pois então, esse post é sobre coisas que fiz antes da minha viagem. Vim em maio de 2009 porém minha viagem começou 2 anos antes quando comprei um carro para ir a minha pós-graduação à noite – o caminho era perigoso, não dava para ir de ônibus – sério. Meus pais me ajudaram, digamos, com 25% do valor, mas eles não sabiam meus planos para 2 anos depois (RISOS). Passaram-se dois anos (meio que tentei antes mas FAIL), pós-graduação, bolsa e no início de 2009 vi que era hora de arregaçar as mangas e tomar uma decisão que iria mudar minha vida totalmente. Pesquisei por agências, descobri que não tinha nenhuma em Belém – e arredores – daí entrei em contato com uma agência de São Paulo, inicialmente para ir a Londres. Notei que a burocracia era TENSA, mas decidi seguir, o que não foi uma boa decisão, eles acabaram negando meu visto. Esse dia foi bem sad porque digamos que eu não tinha um grande apoio dos meus pais. Eles tinham receio, afinal o filho mal tinha saído do seu estado. Porém não me abalei muito e fui atrás de pacotes para Irlanda. Acabei me surpreendendo ao saber que para conseguir o visto era bem mais fácil e válido por um ano, permitindo trabalhar, inclusive. Paguei o curso. Vendi meu carro. Paguei o voo. Paguei o curso.

Próximo passo foi fazer algo que curto bastante. Ir atrás de blogs, foruns e ler histórias, dicas e experiencia das pessoas que já estavam aqui. Encontrei bastante coisa e boas dicas. Algumas segui, outras não. Uma que não segui e me arrependo foi – não me certificar de que não dava para sacar dinheiro com meu cartão de crédito, eu pedi para eles liberarem para o exterior, eles falaram que sim, na verdade, pude fazer compras com ele mas nunca sacar. Outra coisa foi não deixar uma procuração para minha família com poderes para fazer tudo – fechar uma conta ou até me casar RS. Não fiz VTM e não me arrependo, afinal somos obrigados a abrir uma conta aqui mesmo e os bancos daqui nos dão cartão (falando nisso, NÃO TRAGAM TRAVELER CHEQUE – não se usa mais e os bancos daqui cobram taxas para trocar por euro. Tragam por VTM ou em cash mesmo).

Meu inglês era basicão (não que tenha avançado muito HEHE) e tinha receio dos primeiros dias, por isso contactei os serviços do mocotour (uma pessoa – mocotó, no caso – virou um grande amigo – levava os estudantes para os locais default obrigatórios quando se chega em dublin, como PPS, carteira de estudante, imigração e a escola que você estudará, claro. Hoje em dia Mocotó está em São Paulo, e ninguem faz mais isso, algumas escolas, como a minha, fazem isso de graça como um PLUS.

Mas estou me adiantando, hora de falar do dia do voo. Arrumei minhas pequenas malas – friozinho na barriga – nervosismo – excitação misturado com medo do novo e comecei minha jornada. Ah, lembrei, coloquei todos os meus documentos e os trouxe, menos minha identidade pois esqueci – tipo, burrice master, não é necessário trazer tudo, no máximo sua carteira de motorista já que é permitido dirigir por um ano aqui com ela.

Começo da jornada – Belém – Brasília – 3 da madrugada (voo atrasou 3 horas MAS BELEZA NÉH O QUE VAMO FAZER HEHE) – sim, amigos, Sheila Melo veio do meu lado e estava estudando portugues, lembro até do assunto – Frases e orações.

Depois Brasília  – Rio – Voo normal, sem mais celebridades.

Depois Rio – São Paulo – Guarulhos – perdi a conexão, deveria chegar em SP as 9 am porém chegue as 2 pm (MAS BLZZZ NEH, FAZER OQUE RS) – Em SP esperei até meu voo para AmsterDÃO as 7:30 pm. Tenso, só pra sair do Brasil, passei por 4 aeroportos e algumas horas.

Peguei o voo principal finalmente, encontrei Tatiana no aeroporto, tinhamos combinado num forum de nos encontrarmos, ela iria pra Galway, esse encontro acabou se tornando numa grande parceria – fizemos a conexão Dublin-Galway por um ano onde iamos um para a cidade do outro só para festa HAHA. Fui 6 vezes para Galway (e nunca conheci os cliffs) e ela algumas vezes para Dublin. Bom, tomei algumas garrafinhas de vinho para relaxar e cheguei em Amsterdã. Depois até Dublin. Passei de boa na imigração e assim terminava minha saga que começara na AMAZÔNIA. Aqui estou eu até hoje, um REMISTA em Dublin. Vale dizer que minhas impressões de Dublin não foi de choque, não senti muito frio na realidade. Curti demais a arquitetura típica e as pessoas. Enfim, é isso por agora.

Não sei se no próximo post falo sobre meus primeiros dias aqui ou outro assunto. A ver.

 

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Top 5 – Coisas que você não deve fazer antes da viagem

1 – Comprar um milhão de roupas

Penneys salvando vidas since 19**. Aqui roupa de frio é baratíssima e tem uma qualidade razoável. Dá para não passar frio tranquilamente. Portanto não encha sua mala de roupas. Por sinal, esse é o assunto do próximo item.

2 – Não encha sua mala de roupas

Você tem direito a trazer duas malas de 32 kg. Não sei mas acho que malas de 32 kg são caras no Brasil, aqui é 30EUR (around 70 reais). Meu conselho: Traga duas malas baratas e pequenas. Não traga muita roupa. Sua mala ficará leve e você pode até ir do aeroporto até sua casa de ônibus, economizando uma boa grana. Tipo, 40EUR. Com esse dinheiro você compra 8 camisetas legais na penneys (barnney said: TRUE STORY!). Outro grande motivo é a volta pra casa. Aqui sim você comprará sua mala de 32 kg e colocará suas coisinhas do Brasil e mais UM MONTE DE ROUPAS E PRESENTES E ELETRONICOS QUE COMPRARÁ AQUI. Ok? :P

3 – Não tente alugar acomodação ainda no Brasil

Conheci pessoas que fizeram isso. Quase sempre não dá certo. (i) Aqui tem muita gente esperta que ver brasileiros desinformados no Brasil como uma possível vítima e se aproveitam de alguma forma para passar a perna. (ii) Você vai chegar e corre o risco de não gostar da casa até porque alugar uma casa envolve ter um bom banheiro, uma internet legal, cozinha toda equipada, ter ou não ter carpete (muita gente descobre que é alérgica ao chegar aqui, enfim, tudo isso. (iii) Você pode não gostar da galera da casa. Por isso a melhor coisa é bookar com sua escola ao menos 2 semanas a 1 mês de acomodação e você terá tempo suficiente para conhecer sua galera, visitar a casa que lhe agrada e não ser passado para trás por ninguém.

4 – Receio de trazer coisas na mala

Essa vai da minha experiências em histórias de outros estudantes. Pessoal traz cigarro, cachaça, comida, folha pra chimarrão, paçoca, chapéu manguebeat, enfim, já vi de tudo. E os oficiais já abriram uma mala de um dos meus amigos cheio de coisas típicas nordestinas plus PITU e Marlboro. Ele só foi perguntando que comidas estranhas eram aquelas e meu amigo foi explicando. Na hora da PITU meu amigo que não tinha um inglês tão bom, soltou: “a kind of brazlian WHISKY!”. Done. Passou de boa. rs

5- Não tragam todos os documentos do Brasil

Sério, só será peso, o mais importante é a carteira de motorista. O resto deixem por lá.


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Parte 1 – Burocracia – Justificando o blog

Hello World!

Nesse primeiro post do blog vou tentar justificar da forma menos hipócrita possível o porquê d’eu criá-lo.

senti-me obrigado a criar esse post burocrático e espero acabá-lo logo, afinal, tudo que é burocrático é chato. Se quiserem pulá-lo e partir para o próximo, eu perdoo, caso não queiram, é por sua conta e risco

Na blogosfera (odeio esse expressão) existem vários blogs sobre pessoas que contam suas experiências num intercâmbio. Tem também blogs/sites/foruns geniais que dão dicas de como viver na Irlanda como o e-dublin, vida na irlanda, qual é mesmo aquele blog do Edu Bastos? enfim, vários blogs úteis.

Este blog se propõe a contar minha história de intercâmbio e terá dicas úteis principalmente para quem pretende estudar inglês na Irlanda e trabalhar (ser freela, na área, sub-emprego, enfim).

E porque criar esse blog agora e não na época que logo chegou na Irlanda? Pode isso, Arnaldo? (Galvão Bueno)

Bom, saca aquele negócio de A ficha não caiu? Então, impossível escrever um post da minha chegada … NO DIA DA MINHA CHEGADA. Eu não teria condições de fazer uma análise, digamos, lúcida sobre isso. Por isso decidi voltar no tempo e contar passo a passo a história dessa turminha que causou altas confusões que até deus duvida.

Então, é isso aí. Explicação feita. Comecemos!

Enjoy!

Sozinho em Praga véspera de ano novo sem um inglês decente para me comunicar

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