Voltando a postar depois de uma viagem a madrid que inicialmente foi tensa.
Ok, vou contar essa história rapidinho porque pode servir para alguém algum dia (mas em breve faço um post sobre viajar pela ryanair. Além da legen…[wait for it]…DARY história da viagem de 15 dias – 9 cidades – 9 vôos – 4 países – tudo por 400 Euros). Viajei no início desse mês com 28 kg de flyers da minha escola para Espanha. Tudo certo, problema que a ryanair permite como bolsa de mão apenas 10 kg. Bom, peguei meu número de reserva e um dia antes do voo comprei uma bagagem extra por 15 Euros (15 kg) [pouca gente sabe que é possível gerenciar seu voo online e mudar coisas até algumas horas antes da viagem]. Mas faltavam 13 kg e eu poderia levar 10 e tinha que caber nas medidas da ryanair, caso não caiba, preparem-se para pagar taxas maiores que a passagem. Pois bem, solução, arrumei uma mochila ALTA e empilhei de alguma forma os flyers. No fim, deu tudo certo. Passou. Cheguei na Espanha bem e voltei rs.
Deixando a enrolação de lado, vamos ao motivo principal do post. O meu último post foi sobre coisas que não se deve fazer antes da viagem. Pois então, esse post é sobre coisas que fiz antes da minha viagem. Vim em maio de 2009 porém minha viagem começou 2 anos antes quando comprei um carro para ir a minha pós-graduação à noite – o caminho era perigoso, não dava para ir de ônibus – sério. Meus pais me ajudaram, digamos, com 25% do valor, mas eles não sabiam meus planos para 2 anos depois (RISOS). Passaram-se dois anos (meio que tentei antes mas FAIL), pós-graduação, bolsa e no início de 2009 vi que era hora de arregaçar as mangas e tomar uma decisão que iria mudar minha vida totalmente. Pesquisei por agências, descobri que não tinha nenhuma em Belém – e arredores – daí entrei em contato com uma agência de São Paulo, inicialmente para ir a Londres. Notei que a burocracia era TENSA, mas decidi seguir, o que não foi uma boa decisão, eles acabaram negando meu visto. Esse dia foi bem sad porque digamos que eu não tinha um grande apoio dos meus pais. Eles tinham receio, afinal o filho mal tinha saído do seu estado. Porém não me abalei muito e fui atrás de pacotes para Irlanda. Acabei me surpreendendo ao saber que para conseguir o visto era bem mais fácil e válido por um ano, permitindo trabalhar, inclusive. Paguei o curso. Vendi meu carro. Paguei o voo. Paguei o curso.
Próximo passo foi fazer algo que curto bastante. Ir atrás de blogs, foruns e ler histórias, dicas e experiencia das pessoas que já estavam aqui. Encontrei bastante coisa e boas dicas. Algumas segui, outras não. Uma que não segui e me arrependo foi – não me certificar de que não dava para sacar dinheiro com meu cartão de crédito, eu pedi para eles liberarem para o exterior, eles falaram que sim, na verdade, pude fazer compras com ele mas nunca sacar. Outra coisa foi não deixar uma procuração para minha família com poderes para fazer tudo – fechar uma conta ou até me casar RS. Não fiz VTM e não me arrependo, afinal somos obrigados a abrir uma conta aqui mesmo e os bancos daqui nos dão cartão (falando nisso, NÃO TRAGAM TRAVELER CHEQUE – não se usa mais e os bancos daqui cobram taxas para trocar por euro. Tragam por VTM ou em cash mesmo).
Meu inglês era basicão (não que tenha avançado muito HEHE) e tinha receio dos primeiros dias, por isso contactei os serviços do mocotour (uma pessoa – mocotó, no caso – virou um grande amigo – levava os estudantes para os locais default obrigatórios quando se chega em dublin, como PPS, carteira de estudante, imigração e a escola que você estudará, claro. Hoje em dia Mocotó está em São Paulo, e ninguem faz mais isso, algumas escolas, como a minha, fazem isso de graça como um PLUS.
Mas estou me adiantando, hora de falar do dia do voo. Arrumei minhas pequenas malas – friozinho na barriga – nervosismo – excitação misturado com medo do novo e comecei minha jornada. Ah, lembrei, coloquei todos os meus documentos e os trouxe, menos minha identidade pois esqueci – tipo, burrice master, não é necessário trazer tudo, no máximo sua carteira de motorista já que é permitido dirigir por um ano aqui com ela.
Começo da jornada – Belém – Brasília – 3 da madrugada (voo atrasou 3 horas MAS BELEZA NÉH O QUE VAMO FAZER HEHE) – sim, amigos, Sheila Melo veio do meu lado e estava estudando portugues, lembro até do assunto – Frases e orações.
Depois Brasília – Rio – Voo normal, sem mais celebridades.
Depois Rio – São Paulo – Guarulhos – perdi a conexão, deveria chegar em SP as 9 am porém chegue as 2 pm (MAS BLZZZ NEH, FAZER OQUE RS) – Em SP esperei até meu voo para AmsterDÃO as 7:30 pm. Tenso, só pra sair do Brasil, passei por 4 aeroportos e algumas horas.
Peguei o voo principal finalmente, encontrei Tatiana no aeroporto, tinhamos combinado num forum de nos encontrarmos, ela iria pra Galway, esse encontro acabou se tornando numa grande parceria – fizemos a conexão Dublin-Galway por um ano onde iamos um para a cidade do outro só para festa HAHA. Fui 6 vezes para Galway (e nunca conheci os cliffs) e ela algumas vezes para Dublin. Bom, tomei algumas garrafinhas de vinho para relaxar e cheguei em Amsterdã. Depois até Dublin. Passei de boa na imigração e assim terminava minha saga que começara na AMAZÔNIA. Aqui estou eu até hoje, um REMISTA em Dublin. Vale dizer que minhas impressões de Dublin não foi de choque, não senti muito frio na realidade. Curti demais a arquitetura típica e as pessoas. Enfim, é isso por agora.
Não sei se no próximo post falo sobre meus primeiros dias aqui ou outro assunto. A ver.
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